Input:
(Nosso take do dia)
O fim da breve lua de mel entre as plataformas de inteligência artificial e os governos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, quando oito estados norte-americanos (Arkansas, Arizona, Idaho, Iowa, Kansas, Montana, Nebraska e Virgínia Ocidental) processaram a OpenAI em tribunais estaduais distintos, sob a alegação de que o ChatGPT incentivou usuários, incluindo adolescentes, a ferir a si mesmos ou a terceiros. Os estados afirmam que o chatbot reforça delírios, estimula comportamentos perigosos e pode ajudar no planejamento de atos violentos, como tiroteios em massa.
Os processos acusam a OpenAI de violar leis estaduais de proteção ao consumidor por, segundo os procuradores, induzir o público a acreditar que o ChatGPT é seguro. Os estados também alegam que a empresa colocou em risco a saúde de seus cidadãos.
Com exceção do Arizona, todos têm procuradores-gerais republicanos, o que dá ares partidários à ofensiva.
Já existem dezenas de ações movidas por particulares contra a empresa, mas uma ação liderada por uma coalizão de estados adiciona um patamar de complexidade ao seu contencioso com governos. A Flórida foi o primeiro estado a processar a OpenAI, em junho, e a província canadense da Colúmbia Britânica entrou com uma ação no mês passado em razão do tiroteio na escola de Tumbler Ridge. Além disso, 42 estados, liderados por Nova York, investigam a empresa por uma série de questões ligadas à segurança de produto e à privacidade.
Como observou o jornalista Casey Newton, levou uma década para que as preocupações com os efeitos das redes sociais sobre crianças e adolescentes se convertessem em um movimento político e jurídico, mas essas mesmas forças alcançaram a OpenAI em apenas três anos. Possivelmente essa década acelerou um debate sobre segurança que chegou para ficar - e com efeitos transversais.
Os efeitos estão sendo sentidos pelo setor: em 2026, começa a prevalecer nos tribunais dos EUA uma série de teses sobre a responsabilização das plataformas de redes sociais por danos decorrentes do design de seus produtos. O movimento ocorre após uma década de insucessos em ações que tentavam responsabilizar os provedores por conteúdos de seus usuários, tese rejeitada com base nas proteções da Seção 230 e da Primeira Emenda, o que levou litigantes a recorrer a outros caminhos que contornaram a discussão sobre conteúdo e expressão.
No fim de agosto, a Meta se viu obrigada a assinar um acordo histórico pelo qual desembolsará até US$ 18 bilhões para encerrar processos movidos por dezenas de estados americanos em coalizão semelhante de procuradores, em litígio sobre danos a crianças e adolescentes.
Outra tese que começa a ser testada é a de violação das leis de proteção ao consumidor. Em março, um júri no Novo México condenou a Meta a pagar US$ 375 milhões em multas civis por violar a lei estadual contra práticas desleais (Unfair Practices Act), por ter dito ao público que suas plataformas eram seguras para crianças quando, segundo o estado, a empresa sabia que não eram. Em agosto, um juiz determinou o pagamento de mais US$ 567 milhões em reparações, elevando o total a US$ 942 milhões.
A coalizão de procuradores-gerais contra a OpenAI se baseia nas leis de proteção ao consumidor de cada estado, que proíbem empresas de colocar um produto perigoso no mercado e depois mentir sobre ele (leia as ações aqui). Assim, as cortes decidirão se acreditam que a empresa disse a verdade sobre o próprio produto.
Além de multas, os estados querem que a OpenAI promova novas mudanças no funcionamento do ChatGPT e, mais notavelmente, pedem que os tribunais estaduais proíbam a empresa de "desenvolver modelos de IA capazes de aprimorar a si mesmos, a menos que possa garantir que esses modelos estejam alinhados aos valores humanos". Ou seja, os estados estão usando processos sobre a segurança de crianças para tentar proibir o autoaprimoramento recursivo, uma das discussões mais relevantes e polêmicas do candente debate global sobre segurança de IA.
As recentes vitórias das teses sobre danos decorrentes de design no contencioso nos EUA indicam que está aberta uma nova zona de disputa para empresas de IA, menos dependente de quem ocupa a Casa Branca.
Chico e Gallo
Prompt:
(As manchetes mais importantes)
⚖️ TSE determina medidas de isonomia após IA da Meta barrar imagens de Lula
🤖 Meta diz "aperfeiçoar" IA que criou material pró-Flávio e bloqueou Lula
🗳️ TSE derruba prazo de 48h para canais digitais entre turnos
🏛️ Após queixas sobre Meta, entidades propõem agenda de regulação
👶 MJ pede à ANPD fiscalizar loot boxes com base no ECA Digital
📡 32 entidades e 9 frentes parlamentares pressionam Lula pelo Redata
🔒 TCU: nenhuma das 239 organizações públicas cumpre medidas básicas de cibersegurança
⚖️ FTC intima OpenAI e Anthropic por incidentes de segurança em IA
👶 Austrália propõe lei de "dever de cuidado digital" para proteger crianças
🕵️ OpenAI e Meta alertam judiciário dos EUA sobre risco de deepfakes como prova
📊 Investidores perdem confiança em neoclouds e derrubam ações do setor de IA
💰 Títulos de data centers despencam com dúvidas sobre receitas da IA
🧠 Meta lança Muse Spark Open, modelo aberto para competir com a China
🌍 China propõe controles de exportação de modelos de IA, chips e agentes
🇧🇷 Brasil
▌ JUDICIÁRIO
_ Ministro do TSE proíbe Meta de limitar alcance de conteúdo político e favorecer Lula ou Flávio por ferramenta de IA (O Globo)
O ministro Marco Aurélio Bellizze proibiu a Meta de restringir sem justificativa o alcance de conteúdos políticos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, e determinou que a Meta AI não favoreça nenhuma das candidaturas.
A decisão estabelece multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e dá 24 horas para a empresa cessar extensões de configurações de conta a perfis de terceiros.
_ Nunes Marques se reúne com Meta após IA criar material pró-Flávio e bloquear Lula (O Globo)
O presidente do TSE se reuniu com representantes da Meta após a plataforma criar imagens de campanha para Flávio Bolsonaro dentro do WhatsApp, mas se recusar a fazer o mesmo para Lula.
A Meta informou que está trabalhando no "aperfeiçoamento" da ferramenta; as equipes jurídicas das campanhas não participaram da audiência.
_ TSE derruba prazo de 48h para canais digitais entre 1º e 2º turnos (JOTA)
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou por unanimidade mudanças na resolução sobre propaganda eleitoral para afastar a exigência de um prazo de 48 horas após o registro para uso de endereços eletrônicos entre o 1º e o 2º turnos das eleições.
A partir de agora, as ferramentas podem ser usadas imediatamente após a comunicação à Justiça Eleitoral. A decisão foi tomada após determinação do ministro Nunes Marques. Ele autorizou a volta do canal no Whatsapp “Exército do Lula” depois de a campanha do presidente da República ter comunicado a existência da ferramenta e seu uso em prol da candidatura.
▌ REGULAÇÃO / POLÍTICAS PÚBLICAS
_ Após queixas sobre atuação da Meta na eleição, entidades propõem agenda de regulação no ambiente digital (O Globo)
Um grupo de 64 entidades da sociedade civil, entre elas Sleeping Giants, InternetLab e Instituto Dahora, lançou a "Agenda Nosso Digital" com propostas de regulação de IA, plataformas e big techs para o período 2026-2030.
Entre as propostas está a aprovação do Marco da IA (PL 2.338/2023), parado na Câmara desde 2025, além de regras de transparência para moderação de conteúdo e proteção de crianças previstas no ECA Digital.
_ MJ pede à ANPD fiscalizar seis jogos com loot boxes como prioridade (Folha)
O Ministério da Justiça pediu à ANPD prioridade na fiscalização de loot boxes em jogos eletrônicos com base no ECA Digital, apontando semelhança entre o mecanismo e as bets e correlação com aumento de depressão e ansiedade.
As multas podem variar de R$ 10 por usuário afetado até R$ 50 milhões por infração, com referência em 10% do faturamento do grupo no Brasil; a fiscalização plena começa em janeiro de 2027.
_ Especialistas questionam regulamentação do Marco Civil após julgamento do STF (Teletime)
O cenário regulatório do Marco Civil da Internet (MCI) no Brasil entrou em uma fase de incerteza após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou o artigo 19 parcialmente inconstitucional.
Parte do problema decorre do caminho adotado pelo governo na edição dos decretos que regulamentaram o MCI à luz da decisão do Supremo.
_ Telecom, tecnologia e energia pressionam Lula por decreto do Redata (TeleSíntese)
Um grupo de 32 entidades e nove frentes parlamentares enviou carta aberta ao presidente Lula cobrando regulamentação imediata do Redata (Regime Especial de Tributação para Data Centers), instituído pela Lei nº 15.504 de setembro de 2026.
As entidades defendem a publicação do decreto mesmo com divergências técnicas pendentes, argumentando que a ausência de regulamentação compromete a previsibilidade para investimentos em infraestrutura digital.
_ MJSP e MDHC lançam guia de IA para crianças e adolescentes (Gov.br)
Os ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos lançaram o primeiro guia federal sobre uso de IA na infância e adolescência, elaborado com cooperação da Unesco e integrado ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.
Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, 65% das crianças e adolescentes brasileiros com acesso à internet já usaram IA generativa; os usos mais citados foram pesquisas escolares (59%) e busca por informações (42%).
▌ SEGURANÇA ONLINE
_ TCU: nenhuma das 239 organizações públicas cumpre todas as medidas básicas de cibersegurança (Convergência Digital)
Nenhuma das 239 organizações públicas avaliadas pelo TCU implementou todas as 56 medidas básicas de segurança cibernética voltadas à proteção contra os ataques mais comuns.
Houve avanços: organizações com mais de 90% das medidas implementadas passaram de 2 para 12; as com menos de 40% caíram de 166 para 123. A falta de profissionais de TI é apontada como principal obstáculo.
▌ INFRAESTRUTURA
_ Operadoras terão de compartilhar sinal de internet em rodovias a partir de 2027 (Folha)
O governo Lula lançou a Política Nacional de Conectividade em Rodovias, tornando obrigatório o compartilhamento de sinal entre operadoras nas estradas a partir de 2027, regulamentado pela Anatel.
A estratégia deve elevar a cobertura nas rodovias federais de 36,6% para 58,9% e alcançar 59 mil quilômetros de estradas federais e estaduais, com qualidade mínima de 4G.
_ Anatel admite mudanças no calendário do leilão de 6 GHz (TeleSíntese)
O assessor do Conselho Diretor da Anatel, Leonardo Tostes, afirmou que o cronograma do leilão da faixa de 6 GHz ainda pode mudar durante a tramitação regulatória e que a previsão de 2028 não significa implantação imediata de redes.
A agência pretende antecipar discussões sobre blocos e obrigações para dar previsibilidade aos investidores, com obrigações de implantação podendo ser escalonadas nos anos seguintes ao certame.
▌ PROTEÇÃO E SEGURANÇA DE DADOS
_ Custo médio de violação de dados no Brasil bate recorde: R$ 7,44 milhões (Convergência Digital)
O custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$ 7,44 milhões em 2026 - alta de 3,5% sobre 2025 -, segundo relatório anual da IBM que analisou 42 organizações brasileiras atacadas entre março de 2025 e fevereiro de 2026.
Empresas brasileiras que usam amplamente IA e automação em segurança economizaram 30% no custo médio de violação; as que não usam essas tecnologias chegaram a R$ 8,69 milhões por incidente.
🌍 Mundo
▌ REGULAÇÃO / POLÍTICAS PÚBLICAS
_ FTC intima OpenAI e Anthropic por incidentes de segurança em IA (Gizmodo)
A FTC enviou intimações civis a OpenAI e Anthropic buscando documentos sobre incidentes de segurança, medidas de proteção, materiais de marketing e políticas de privacidade relacionados a seus modelos de IA.
As demandas têm mais de 50 páginas cada e a agência planeja convocar executivos de IA para depor; a investigação pode levar a ações legais por práticas comerciais enganosas ou prejudiciais ao consumidor.
_ Casa Branca realiza primeira reunião da Força-Tarefa de Superinteligência (CNN Brasil)
A "Força-Tarefa de Superinteligência" da Casa Branca, liderada pelo Diretor de Inteligência Nacional Jay Clayton, realizou sua primeira reunião e aprovou um estatuto que formaliza o grupo por 120 dias.
O grupo concordou em revisar protocolos para que laboratórios de IA forneçam alertas antecipados ao governo sobre violações, invasões, jailbreaks e outros problemas de segurança.
_ Anthropic concede acesso de funcionário a avaliadores externos de risco (Valor)
A Anthropic concedeu a avaliadores externos "acesso semelhante ao de funcionários" para monitorar riscos de seus modelos, cumprindo compromisso de ampliar salvaguardas diante de preocupações sobre perda catastrófica de controle da tecnologia.
_ Austrália propõe "dever de cuidado digital" para proteger crianças de big techs (Folha)
A Austrália apresentou o projeto de lei Digital Duty of Care, que obriga plataformas como Facebook, TikTok e Instagram a oferecer a opção de desativar algoritmos de recomendação e responsabiliza as empresas pela proteção de menores de 18 anos.
A ministra das Comunicações, Anika Wells, afirmou que as big techs foram "autorizadas a testar seus produtos na população australiana" e que quem constrói algo é responsável pelos riscos que representa.
_ IA gera US$ 137 mi em anúncios nas eleições de meio de mandato dos EUA (NYT)
Conteúdo gerado por IA, que vai de pequenos retoques a deepfakes convincentes, inundou as eleições de meio de mandato nos EUA; republicanos usam esse recurso com mais frequência do que democratas.
▌ JUDICIÁRIO
_ Acusado de instalar escutas na OpenAI planejava fugir dos EUA (Estadão)
O homem preso por instalar um dispositivo de gravação em uma sala de conferências utilizada por executivos da OpenAI estaria se preparando para fugir dos Estados Unidos quando foi detido pelo FBI, de acordo com documento da justiça americana revelado na quarta-feira (14). Ele havia comprado passagem somente de ida para a Arábia Saudita, seu país natal.
Além de Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da startup, sua esposa e outro membro da família também estavam com bilhetes para viajar ao Oriente Médio, como relataram promotores federais a um juiz.
_ OpenAI e Meta alertam judiciário dos EUA sobre deepfakes como prova (Reuters)
Especialistas em tecnologia da OpenAI e da Meta alertaram na quinta-feira um painel do Judiciário federal americano de que os "deepfakes" gerados por IA estão ficando tão sofisticados que será cada vez mais difícil atestar a autenticidade de provas em áudio e vídeo apresentadas em julgamentos.
Os representantes das empresas e outros especialistas expuseram suas visões sobre a evolução da tecnologia durante uma reunião em Boston do Comitê Consultivo sobre Regras de Prova da Conferência Judicial dos EUA, que há três anos discute como lidar com os riscos de provas fabricadas por IA nos tribunais.
_ DOJ interrompe investigação criminal da era Biden contra Meta por venda de drogas (Bloomberg)
Líderes do Departamento de Justiça de Trump ordenaram que promotores encerrassem investigação de júri por facilitar vendas ilegais de fentanyl e outros opioides, logo após executivos da Meta serem convocados a depor.
Os dirigentes - incluindo o vice-procurador-geral interino Trent McCotter - cogitam uma resolução civil com multa ou acordo de não-processo, o que evitaria acusações criminais à empresa.
▌ SEGURANÇA ONLINE
_ Hackers de IA causam danos sem pagar a conta, aponta análise (Wired)
Apesar de múltiplos incidentes em que modelos de IA agiram de forma autônoma e causaram danos - como o Claude da Anthropic que enviou uma denúncia falsa à polícia da Filadélfia -, nenhuma empresa de IA enfrentou consequências legais relevantes até agora.
Apenas um grande processo judicial foi movido por vítimas de hacks de agentes de IA; em vez de buscar responsabilização, as organizações afetadas têm sido encorajadas a adotar as mesmas ferramentas.
▌ NEGÓCIOS
_ Investidores perdem confiança em neoclouds e derrubam ações do setor de IA (NYT)
Investidores estão preocupados com a saúde de empresas de infraestrutura de IA como a CoreWeave, e o pessimismo está se espalhando pelo setor mais amplo de inteligência artificial.
_ Meta lança Muse Spark Open para disputar mercado de IA aberta com a China (O Globo)
A Meta lançou o Muse Spark Open, descrito pelo diretor de IA da empresa, Alexandr Wang, como "o modelo open-weight americano mais avançado até hoje", em resposta à dominância chinesa nesse segmento.
O modelo é otimizado para os chips M5 Ultra da Apple - o CEO Mark Zuckerberg citou parceria direta com a empresa -, e permite que programadores baixem e modifiquem seus pesos livremente.
_ Títulos de data centers despencam com dúvidas sobre receitas da IA (Folha)
Investidores estão se desfazendo de títulos de data centers após o adiamento do IPO da OpenAI e a desaceleração das vendas da Anthropic levantarem dúvidas sobre a sustentabilidade financeira do boom da IA.
Analistas apontam uma lacuna de vários trilhões de dólares entre gastos com infraestrutura e receitas necessárias para financiá-los; o diretor de investimentos da Allianz disse que os títulos de data centers "vivem seu momento darwiniano".
▌ INFRAESTRUTURA
_ TSMC avalia Texas e projeto de Musk para expansão nos EUA (Valor)
A TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, avalia expansão adicional nos EUA tendo o Texas como uma das opções, e prossegue com negociações sobre sua participação em projeto ligado a Elon Musk.
_ Data centers viram alvos militares na Ucrânia, Rússia e Oriente Médio (NYT)
Forças militares passaram a atacar data centers que sustentam serviços online e sistemas de inteligência artificial em zonas de conflito.
▌ PROTEÇÃO E SEGURANÇA DE DADOS
_ 'AdFection': spyware mercenário infecta celulares via anúncios sem um clique (Wired)
O Citizen Lab documentou a primeira evidência técnica pública de spyware sofisticado infectando dispositivos por meio de anúncios digitais sem qualquer interação do alvo - batizando o método de "AdFection".
Uma empresa de publicidade de registro israelense teria conectado seus servidores a uma companhia de spyware para infectar dezenas de dispositivos; pesquisadores chamam a técnica de "cenário de pesadelo" da segurança digital.
_ ChatGPT mira anúncios com base em prompts, e-mail e número de telefone (404media)
A OpenAI permite que anunciantes segmentem usuários do ChatGPT com base em e-mail, número de telefone, identificador único do celular e nos próprios prompts digitados na plataforma.
A prática, testada pela 404 Media, afeta o universo de um bilhão de usuários mensais do chatbot; pesquisadores apontam que a maioria não sabe que seus dados pessoais são usados para targeting publicitário.
_ Hack da Agência de Assistência Jurídica do Reino Unido é pior do que informado (The Record)
Um ataque cibernético à Legal Aid Agency britânica roubou registros que remontam a 1978, muito além do divulgado inicialmente - o governo havia dito que os dados afetados começavam em 2010.
A ministra da Justiça Sarah Sackman descreveu o incidente como "significativo e complexo"; os registros incluem históricos criminais e dados de pessoas sob supervisão do serviço de condicional.
▌ GEOPOLÍTICA
_ China propõe controles de exportação de modelos de IA, chips e agentes (Bloomberg)
A China propôs adicionar tecnologias avançadas de IA à sua lista de controles de exportação, o que pode restringir transferências internacionais de modelos e chips de IA para manter domínio sobre avanços estratégicos do setor.
_ Taiwan vai restringir exportação de chips de IA para a China em acordo com os EUA (Bloomberg)
Taiwan prepara restrições às exportações de chips de IA para a China como parte de um acordo comercial com os EUA, alinhando-se ao esforço do governo Trump para conter o contrabando de semicondutores de ponta.
_ EUA e China correm para pautar agenda de IA antes de cúpula Xi-Trump em Shenzhen (SCMP)
Estados Unidos e China mantêm conversas regulares para acertar os detalhes de um arcabouço anunciado no mês passado para lidar com incidentes relacionados à IA e institucionalizar o diálogo bilateral.
As equipes técnicas dos dois países pretendem transformar a cooperação em IA em um possível resultado concreto do encontro entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump à margem da cúpula da Apec, em Shenzhen, no mês que vem.
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